quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Não pague mico: principais gafes de brasileiros no exterior

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   Em certos países, comportamentos absolutamente normais para nós, brasileiros, podem virar grosseria se feitas em público. Na Coréia do Sul, ninguém assoa o nariz na rua e, no Japão, as pessoas não espirram diante das outras. Em Seul, não tente atravessar avenidas e ruas. Prefira as passagens subterrâneas existentes em todos os cruzamentos. Em lugares como a Suíça, os pedestres que cruzam a rua fora da faixa ou com sinal vermelho são advertidos. No Japão, pega mal falar alto ou gargalhar de uma piada, principalmente para as mulheres. Na Indonésia e Tailândia, casais de namorados não devem se beijar ou trocar carícias na frente dos outros. Para os indianos, ser encarado por estranhos é uma forma de humilhação. Em cidades grandes como Nova York e Paris, os inevitáveis esbarrões devem ser acompanhados de “Excuse me” e “Pardon”.
O círculo feito com o polegar e o dedo indicador, que para nós é gesto obsceno, para os americanos significa o.k. No Japão, quer dizer dinheiro; na França, algo sem valor; na Alemanha, equivale a chamar alguém de idiota e, na Tunísia, é uma ameaça de morte. Na Tailândia e Bulgária, os movimentos de sim e não feitos com a cabeça são invertidos. Na Austrália, fazer o “V” da vitória ou o conhecido gesto positivo com a mão fechada e o polegar para cima quer dizer que você está mandando alguém para aquele lugar indevido. Na Turquia, Romênia, Grécia e em alguns países latinos, a mão em figa tem conotação sexual, enquanto na Polônia, Rússia, Iugoslávia e Bulgária é uma resposta de cunho negativo. O gesto usado para pedir carona vira um convite sexual na região da italiana Sardenha, na Turquia e na Grécia. No Egito, esfregar os dois indicadores em movimentos paralelos é interpretado com segundas intenções.
Nos países árabes, mostrar a sola do sapato ao cruzar as pernas é grosseiro, pois esta é considerada a parte mais suja. Exibir a palma da mão para um grego, com os dedos esticados e abertos é a pior ofensa. Provém do costume bizantino de esfregar sujeira no rosto dos inimigos. Colocar as mãos nos quadris e encarar um mexicano dá a entender que você o está chamando para uma briga. Na Bélgica e na França, não pega bem para um homem ficar em pé, com as mãos nos bolsos, enquanto conversa com alguém. Na Itália, não apalpe as frutas para ver se estão maduras, a menos que queira aprender palavrões.
No Japão, esqueça algumas recomendações da sua mãe: coma o macarrão colocando uma extremidade na boca e sugando o resto; tome sopa direto da tigela, sem colher. Coreanos e chineses dividem o mesmo prato central. Tomar a sopa ruidosamente na China é um elogio aos anfitriões. O mesmo vale, nos países árabes, para um arroto após as refeições. Na Índia, Malásia, Egito, Marrocos, Arábia Saudita e Tailândia, use só a mão direita. A esquerda é para a higiene íntima. Na Inglaterra, não “enxugue” o molho com o pão. Ou será confundido com Conan, o Bárbaro. O mesmo pensarão os franceses se você usar palito de dentes.
Confira as gafes mais inimagináveis que podemos cometer em outros países e não se esqueça: respeitando as diferenças, lembre-se que: “When in Rome, do as the Romans do!” (”Quando em Roma, faça como os Romanos”).

Na Índia, usar a mão esquerda para cumprimentar os outros. Muito cuidado canhotos! Não se pode cumprimentar os indianos com um aperto de mãos, mas se for fazer isso, via de regra, use sempre a mão direita. É que em muitos lugares da Índia, incluindo hotéis de boa qualidade , não há papel higiênico. Então para se limpara os indianos usam a mão esquerda. Então não fica bem dar a mão “suja” para cumprimentar alguém, mesmo que você não tenha feito isso, pressupõe-se que você o fez.
Na Bélgica, ficar tocando em alguém durante uma conversa, saiba que Os belgas não gostam de ser tocados ou apalpados enquanto conversam. Se você é do tipo “amigão” pense duas vezes antes de dar aquele tapinha nas costas quando estiver na Bélgica, isso não faz parta da cultura deles e é um gesto incompreensível.
Na China, andar pelas ruas com um belo bronzeado no corpo. Difícil entender, já que para nós uma pessoa bronzeada nos parece mais saudável. É que os chineses prezam a cor de pele mais branca possível. Quem é mais branco detona maior status social. Para eles, quem tem a pele menos bronzeada é um sinal de prosperidade, pois indica que você não tem de trabalhar exposto ao sol, como muitos camponeses pobres. No Brasil tiramos o sol como lazer, mas eles ficariam bem confusos de conhecessem os “emergentes” da Barra da Tijuca e os viciados em bronzeamento artificial.
Na França uma mulher se servir de bebida alcoólica é muito feio. Mesmo em encontros informais, em bares ou restaurantes, é considerada uma tremenda falta de educação pelos franceses a mulher abastecer o próprio copo de bebida. A missão cabe a algum marmanjo que a acompanhe ou que esteja por perto. Tem que segurar a onda.
Na Tailândia, não passe a mão na cabeça de uma criança. Evite arrumar uma confusão ao cruzar com uma criança na rua: lá, passar a mão na cabeça dos pimpolhos é uma ofensa. Isso porque o budismo – principal religião do país – considera que a cabeça é o lugar onde fica guardada a alma da pessoa. Os tailandeses não se tocam quando se encontram. Eles apenas unem as mãos espalmadas e inclinam levemente o tronco, abaixando a cabeça. Treine.
Foto: SP Times

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