sábado, 31 de agosto de 2013

Você é do tamanho da sua interlocução


Qual é a sua estatura? Que tamanho você quer ter?
Qual é a sua estatura? Que tamanho você quer ter?
Profissionalmente, você tende a ter a mesma estatura das pessoas que se dispõem a falar com você. Diga-me com quem andas que te direi que tamanho tens. No escritório, você senta onde, perto de quem? Quem lhe convida para almoçar, quem lhe recebe para um café? Isso define o tipo de assunto para o qual você é chamado a opinar e àquelas discussões para a quais você nunca é lembrado. O tipo de gente com quem você se reúne define o tipo de reunião que você frequenta. E assim por diante.
No empreendimento, vale a mesma regra. Suaempresa tem o tamanho dos seus clientes. E de quem lhe recebe dentro do cliente. Sua influência, sua proximidade das decisões estratégicas, ou então da linha de frente operacional, depende diretamente do status da pessoa que faz o interface com você.
Às vezes vale a pena investir num relacionamento. Ainda que ele não lhe ofereça uma boa interlocução hoje. Você pode ajudar aquela pessoa a crescer. E, assim, crescer com ela. Mas nem sempre isso é verdade. Na maioria dos casos, aliás, a pessoa cresce e lhe deixa para trás. Afinal, você ficou marcado, para ela e para os outros, como um integrante daquele estágio de carreira que ela acabou de superar – sim, com a sua ajuda. Faz parte do rito de passagem dela, do ritual de crescimento dela, trocar de interlocutor. O que significa deixá-lo para trás. Ela avança. Você não.
Isso não significa escolher os relacionamentos pelo que eles representam em termos de interlocução. Isso seria muito árido, oportunista, impessoal. (Bem, o mundo do trabalho pode ser bastante árido, oportunista e impessoal, mas eu  não sou assim. E você?) No entanto, é preciso perceber que as coisas funcionam bastante dessa forma. E que relações de trabalho não são necessariamente relações de amizade, simpatia, companheirismo e comunhão de valores. Quando acontece, é ótimo. Mas é raro acontecer.
De modo geral, no mundo profissional, o que une duas pessoas são interesses em comum. Que podem surgir e sumir com a velocidade de uma mudança súbita de estratégia de uma das partes. Então, se na vida entre amigos, escolher quem está perto da gente fazendo contas é uma atitude deplorável, venal, sem caráter algum, na vida profissional é preciso ter a consciência de que você tem e terá o tamanho da sua interlocução. Nem que não haja absolutamente nada a fazer a respeito a não ser saber disso com clareza para não alimentar ilusões tolas pelo desconhecimento dessa regra básica.


http://www.manualdeingenuidades.com.br/2013/07/17/voce-e-do-tamanho-da-sua-interlocucao/#more-218320

18 dicas infalíveis para você ser mais bem humorado no seu dia a dia

O pessimismo faz com que uma pessoa semeie negatividade por onde passa, fazendo com que as outras pessoas criem uma imagem ruim daquele que assim procede


Você sabia que o único animal capaz de sorrir é o homem?  Pois é, esse ato de contentamento, felicidade e entusiasmo demonstrado pelo ser humano através de sua fisionomia facial é um privilégio somente nosso.
O estado de humor de uma pessoa influencia grandiosamente suas atitudes, decisões e pensamentos, fazendo com que o mesmo, seja um fator positivo quando usado de maneira estratégica.
Obviamente ninguém consegue estar de bom humor 24 horas por dia, portanto, o importante é criar métodos para que a pessoa trabalhe essa questão, e consequentemente, consiga otimizar o nível de seu humor.
Nessa era em que vivemos, onde o mundo cria cada vez mais, seres estressados e ansiosos e onde a depressão invade as casas das pessoas constantemente (como um visitante inconveniente, que insiste em não se retirar), é quase uma utopia exigir bom humor das pessoas, no entanto, é possível “rachar esse vaso inquebrável” se seguirmos alguns métodos disciplinadamente, quebrarmos alguns paradigmas e principalmente, se tivermos tenacidade.
Vale lembrar que humor é uma questão de escolha, sendo assim, não culpe o mundo por sua incapacidade de admirar o brilho das estrelas do céu, ou, de não apreciar a formosura da aurora boreal, ou, de negligenciar a beleza de uma flor ao desabrochar, ou, de não se alegrar-se com um elogio de uma pessoa querida, enfim, não culpe os outros por suas atitudes negativas que te transformaram em um velho cansado, que sofre de uma espécie de surto de negatividade eterna.
Seguindo o raciocínio dos parágrafos acima, elaborei 18 dicas para que você seja mais alegre em seu dia a dia, contagiando aqueles que fazem parte de seu convívio cotidiano, confira:
1 – Não leve a vida tão a sério: de vez em quando é importante quebrar regras, pois, do contrário, nossa vida se tornará burocrática, monótona e repetitiva, fazendo com que o inferno astral venha até nós, nos tornando seres que valorizam um amontoado de normas que, muitas das vezes, não servem para nada. Sendo assim, erre mais e preocupe-se menos, para que assim, você seja uma pessoa que tem direito de fracassar, pois, no mundo as derrotas são sempre maiores que as vitórias.
2 – Pratique o ato de sorrir: todos nós temos uma marca guardada na mente das pessoas, que faz com que a mesma, se lembre de nós através dessa imagem que passamos para ela. Sendo assim, escolha o sorriso como sua marca, para que assim, as pessoas lembrem-se de você como alguém que transmite alegria e entusiasmo.
3 – Infantilize-se: a vida de uma criança é comparável a uma festa de aniversário perpétua. Sabe porque isso acontece? Porque todas as tarefas são divertidas e contagiantes, ou seja, porque elas (crianças) acreditam que todas as atividades são prazerosas de fazer. Sendo assim, em suas tarefas do trabalho, escola, residência, ou, quaisquer outra atividade que tiver de realizar, ame fazê-la, das mais difíceis as mais fáceis, fazendo com que as atividades penosas, se transformem em atividades regozijantes e entusiasmantes. Digo isso, porque quando nos tornamos adultos perdemos algumas qualidades que tínhamos em nossa infância, e essa (o amor por executar as tarefas) é uma delas.
4 – Viva todos dias de sua vida como se fosse o último: nenhum ser humano possui o poder de saber quanto tempo de vida terá nessa terra, sendo assim, tudo aquilo que um homem possui é o hoje, o agora. Se você entender isso, valorizará os bons momentos com seus amigos, família e até com seus inimigos, pois, são eles que fazem a nossa vida valer a pena.
5 – Observe apenas os pontos positivos e enterre os negativos: o dinheiro deve ser visto apenas como consequência por bons trabalhos executados. Na Bíblia sagrada, aquele que é considerado por muitos como: “o maior líder de todos os tempos”, o famoso Jesus Cristo, externou que: “a felicidade do homem não está nos bens que ele possui”, ou seja, não importa a quantidade material que a pessoa possui, pois, o que garante a felicidade do ser humano não consiste em coisas exteriores e sim interiores, sendo assim, o bem aventurado é aquele que busca ser e não ter.
Em outras palavras, não importa se você possui em sua conta bancária um milhão de reais, ou, um mil reais, pois, não é isso que traz felicidade, pois, felicidade é outra coisa, por conta de estar relacionado com a alma e não com as coisas terrenas. Quer exemplos? Recentemente o exímio cantor Alexandre Magno Abrão, popularmente conhecido como Chorão, da banda Charlie Brown Jr, foi encontrado morto em seu apartamento por conta de uma overdose de cocaína, apontado pelo laudo necroscópico da Polícia Técnico-Científica de São Paulo. Pense comigo: uma pessoa com o mundo inteiro aos seus pés (dinheiro, aviões, mulheres, facilidades, status, paparazzi, etc.), mas, que não estava bem consigo mesmo, sendo assim, eu pergunto?
De que adianta todas essas coisas, se o coração é fraco? Um ser humano jovem, com um dom espetacular para a música e que era adorado e reverenciado por inúmeras pessoas, mas que, como muitos artistas célebres, não encontrou a essência da felicidade, a saber: o seu equilíbrio interior. Quer outros exemplos célebres? Michael Jackson, Heath Ledger, Cory Monteith (pesquise sobre eles e você perceberá a semelhança das mortes), dentre outros tantos. Sendo assim, observe apenas os pontos positivos e se contente com aquilo que o universo proporcionou para você, fazendo da simplicidade a grande qualidade de sua vida e trabalhando para que seu interior seja restaurado (domínio próprio, alegria, mansidão, longanimidade, paz, etc.) fazendo com que o exterior não afete a área física.
6 – Não guarde as coisas para si, mas dissemine: partilhar conhecimentos, objetos e tempo, nos ajuda a sairmos de nosso egocentrismo e de nossa autoadoração, nos transformando em seres humildes e reconhecidamente dotados de uma bondade ímpar. 
7 – Pratique a caridade: existe algo que ocorre dentro de nosso âmago que faz com que tenhamos uma sensação regozijante quando estendemos a mão para o nosso próximo, como se tivéssemos uma certeza absoluta de que conseguimos, pelo menos por um dia, fazer desse mundo um lugar melhor.
8 – Perdoe aqueles que maltratam-te: todas as pessoas mau humoradas que conheço, possuem uma característica muito peculiar em suas personalidades, que é incapacidade de perdoar. Em contrapartida, os bem humorados perdoam antes mesmo do erro ser cometido, fazendo com que o esquecimento seja o combustível de sua motivação.
9 – Ame as adversidades: eu sequer seria um articulista se inexistissem os problemas, pois, sobre o que escreveria se as pessoas não fossem donas de dificuldades e complexidades? Sendo assim, aproveite os momentos de crise para que você possa crescer através deles e principalmente, aproveite esses momentos para aprender a usar o dom da criatividade, pois, é para isso que fomos criados.
10 - Não se importe com os erros do passado: Fique tranquilo, você não terá que comparecer ao tribunal de Osíris (deus da mitologia egípcia e responsável por julgar os mortos na “Sala das Duas Verdades”, onde realizava a pesagem do coração do ser, que sofria as consequências de acordo com essa pesagem) para ser julgado por seus erros. Não se martirize por seus equívocos e não tenha medo de correr riscos, pois, é fazendo grandes apostas que se recebem grandes recompensas.
11 – Não seja uma pessoa sistemática: um ser humano muito rígido, traz para si, uma imagem de alguém que não pode receber brincadeiras, ou seja, é como um general poderoso que se for desacatado, estica as algemas e quer logo prender aquele que o “desrespeitou”. Sendo assim, aja diferente e não se importe com as piadas alheias, mas, use-as positivamente, fazendo com que as pessoas vejam você como alguém aberto e que esbanja alegria e irreverência.
12 - Sempre aja com planejamento e organização: se você planejar e organizar sua vida em prol de seus objetivos, não correrá o risco de se arrepender por não ter tido a responsabilidade de correr atrás de seus sonhos de maneira inteligente.
13 – Não faça acepção de pessoas: trate as pessoas com equidade, afinal de contas, se não fossem elas você sequer estaria aqui, pois, é um ser dependente de todos os outros que vieram antes de você. Quer que eu prove? Você não é autossuficiente, haja vista, que para vir ao mundo precisou de duas pessoas coabitarem entre si, para que você fosse criado, depois, precisou de uma que guardasse e cuidasse de você dentro dela (geralmente por nove meses) até que você ficasse pronto para nascer, depois, precisou de alguém para te alimentar, fazer sua higiene pessoal e cuidar de sua saúde, depois, precisou de alguém que te ensinasse a engatinhar e posteriormente a caminhar, depois, precisou de alguém que te educasse (te ensinasse a falar, ler, usar a lógica, etc.), depois, quando adulto, precisou de alguém que estivesse disposto a apostar em você e te dar uma oportunidade de emprego, enfim, você sempre foi, é, e será ajudado pelos outros, pois, sozinho nada podeis fazer. Sendo assim, eu pergunto: quem é você, para se julgar superior as outras pessoas do mundo?
14 – Fuja das pessoas negativas: não se aproxime das pessoas que amam reclamar de tudo e de todos, pois, eles existem para desmotivá-lo. Sendo assim, participe de um grupo de amigos que seja bem humorado, pois, eles te darão momentos de prazer e júbilo.
15 – Seja grato com as pessoas: a gratidão é algo muito bem valorizado pelas pessoas, sendo assim, cuide disso, para que você não se esqueça de agradecer aqueles que buscam ajudá-lo.
16 – Pratique uma atividade física: movimente seu corpo e o faça transpirar, pois, o exercício físico é um antídoto contra as bagagens negativas que sua mente acumula ao longo de sua vida.
17 - Busque fazer aquilo que você gosta constantemente: se você aprecia estar com seus amigos, esteja com eles, se você aprecia um bom happy hour, seja participante constante do mesmo, ou seja, busque fazer aquilo que satisfaz suas vontades, porque afinal de contas, você tem o direito de se sentir bem.
18 - Comemore sempre: aprenda a comemorar suas vitórias, estourando champagnes e vibrando com as conquistas, pois assim, seu cérebro irá identificar que você é uma pessoa vitoriosa e que possui inúmeros motivos para se sentir feliz.


http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/18-dicas-infaliveis-para-voce-ser-mais-bem-humorado-no-seu-dia-a-dia/72396/

“You only live once, but if you do it right, once is enough.” ― Mae West

DICAS DE ESTUDOS:

1-ANOTE COMPROMISSOS.
2-LEMBRE DAS TAREFAS.
3-FALE COM PROFESSOR.
4-ESQUEMA DE CORES.
5-LOCAL DE ESTUDO.
6-ESTUDE (PREPARO) PARA PROVA.
7-ESTILO DE APRENDIZAGEM.
8-ANOTE.
9-PRIORIZE.
10-DESCANSO, EXERCÍCIO FÍSICO.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

What’s Really in Your Shampoo (and Is It Bad for You?)

Ever try reading the ingredient list on your shampoo bottle? It’s like a Latin haiku. 
We asked beauty industry chemist and author David Pollock, the author of Just Stop The Lies: The Secrets The Beauty Industry Doesn’t Want You To Know, to tell us what all those complicated-sounding ingredients are and what they do. Pollock was behind the formation of a number of the industry’s top-selling items for companies like Art of Shaving, Bliss Spa, Brookstone, Smashbox, and L’Oreal/SkinCeuticals before he had a change of heart and shifted his career focus to educate consumers and companies on what they’re putting on their bodies.
In short, he knows his stuff—and now, so do you.
Sodium Lauryl Sulfate/Sodium Laureth Sulfate
Once found in pretty much every shampoo, these ingredients help cleanse and foam. Both are derived from coconut oil, but they’re two different ingredients. “They’re similar, but the Laureth goes through an ethoxylation process,” says Pollock. Which means? “Ethoxylation results in a byproduct called 1,4 dioxane—it’s not listed on the label, but that is the cancer-causing aspect of the ingredient. So, avoid any ingredients ending in ‘eth.’ ” Which means you want to avoid ammonium laureth sulfate.
While it used to be found in almost every shampoo, when concerns were raised over the ingredient’s toxicity level, a lot of companies switched over to the ammonium versions—not that it’s much better. Says Pollock, “The sodium and ammonium laureth sulfates are known cancer-causing ingredients.”
So what should you look for instead? Anything with the words “glucose” or “glucoside” in them—for example, sodium lauryl glucose or lauryl glucose.
Sodium Chloride
It may sound sinister, but sodium chloride—found in thousands of shampoos—is just salt used to thicken or trigger thickening capabilities in your shampoo. No need to fret—or search for another alternative.
Cocamidopropyl Betaine
You’ll find this foaming agent—a surfact derived through a chemical process with coconut oil—in shampoo and body washes. In a finished product, it causes no harm to the body, and while there are alternatives, they’re not necessary.
Polysorbates
This solvent or emulsifier helps to bind oil and water together, and is often used to dissolve in the fragrance or other oil additives. And while it’s predominantly found in conditioners, there are some shampoos that carry it, too. But this one’s loaded with trouble for your body.
“It’s damaging at a few levels,” Pollock explains. “The chemical process isn’t one of my favorites, and while some professionals don’t report any real health concern, mine comes from the reaction with the scalp (in haircare products) and the skin (in face and body products) since it often leaves a residue on the skin, disrupts the skin’s natural pH, and emulsifies lipids in the natural protective barrier.”
There are alternatives to using polysorbates, but as Pollock warns, “They’re expensive, so they’re often not used. My favorites are derived from corn: zea mays or maize, often listed as corn water or propanediol.”
Citric Acid
It’s not just for oranges. This citrus fruit derivative, part of the alpha hydroxyl acid family, can be found in thousands of personal care products—including many in the natural line of care. Typically it’s used to lower the pH balance. And there’s no need to fret—it’s all good for your body, so there’s no healthier alternative needed.
Glycol
Not all glycol is created equal. It’s a common ingredient in hair and personal care products, but there are different types. Says Pollock, “The more common are polyethylene glycol, often listed as PEG. These, again, are ethoxylated and are cancer-causing chemicals.” It’s used as a solvent to incorporate products into a formula, and they’re extremely dangerous—they’re known carcinogens. So what can we use in their place? “The corn maize-derived solvent listed above,” Pollock suggests.
Amodimethicone
That smooth feeling you get when you run your hands through freshly conditioned hair? That’s amodimethicone, a silicone-based polymer used to seal in moisture. But it comes with its own host of troubles. 
“Dimethicones and silicones are occlusive, meaning they don’t allow something to breathe—they seal in moisture and seal out everything else,” Pollock notes. “I avoid dimethicones and silicones when possible because I believe the scalp needs to breathe. Sealing the scalp, in my opinion, could lead to thinning of the hair. However, on the hair follicle, it can protect it from heat and provide shine.”
So what should you use instead? Look for natural oils like jojoba, argan, rose hip, sweet almond, olive oil or shea butter.
Behentrimonium Chloride 
Another type of salt, behentrimonium chloride is a quaternary ammonium salt used in shampoos, conditioners and hairstyling products as a preservative. But is it damaging to your body?
“It can have some level of irritation, just like any preservative can,” Pollock explains. “Preservatives are meant to kill bacteria and contaminants, so they have to have some level of aggressiveness. This alone is often not the sole preservative—most formulators use a combination of preservatives, each with its own particular function or bacteria to attack. But I don’t have a real problem with it.”
If you’re concerned, though, Pollock recommends looking for products with dehydroacetic acid and benzyl alcohol instead.
Hydrolysed Soy Protein
This is pretty much exactly what it sounds like: a soy-derived protein, including their amino acid compounds—which are essential building blocks. Found in tons of different haircare products, hydrolysed soy protein is thought to nourish and strengthen the hair follicle. But whether it’s problematic for your body or not depends on your constitution.
“Some have a problem with soy,” Pollock admits. “It’s processed, so those with soy allergies wouldn’t necessarily have a problem. Some doctors swear by soy as the key to any diet or part of any healthy lifestyle, while some think you should avoid soy. In this form, I use it and don’t have a problem.”
If you’d rather play it safe, Pollock recommends other hydrolyzed proteins—like rice, vegetable or wheat—as an alternative.
Hydrolysed Collagen
Here’s the trick with collagen: It’s a key component to our bodies, but the skin can’t absorb it because the molecule is too large. So while it’s not damaging to your body, any brand claiming to strengthen your hair—like conditioners or hair masks—is just giving you a load of marketing hype. Says Pollock, “The best bet is to get the body to synthesize it, using a peptide, vitamin C or other technology to get the body to synthesize collagen on its own.”
Cetrimonium Chloride
Both shampoos and conditioners are the home for this quaternary ammonium compound, which is most often used as a preservative. It’s about as sinister as any of the other preservatives listed above, but as Pollock says, “As a conditioning agent, I don’t think it’s needed—or helps enough to even use it.”


http://www.takepart.com/article/2013/08/28/deconstructing-your-haircare-ingredients?cmpid=tp-fb

5 ways to make your brain unbelievably bad-ass awesome

Brain is considered to be the most important and complex organ. Its functioning has been a nightmare to many for the past, ummm too many to count years. According to our history, the brain is just an unsolved mystery.

However, studies have found that it is easier to just fool the brain than to fight with it. 

Various techniques to hoodwink the grey matter are:

1. Making it think like you got a good night’s sleep after only 2 hours of actual sleep
Image Source: ownyourlifecoaching.com
The Uberman Sleep Schedule allows you to have a maximum of essential sleep without wasting precious hours just lying on the bed. Stump the brain by taking six, half an hour naps, every four hours a day. The getting used to this schedule will take some time and you might even want to pull your hair in the end, but when you realize that you can play Wii badminton wee bit longer than everyone else, it’s worth it!!

A normal healthy human being sleeps for 8 hours a day. Over these 8 hours of sleep, the body moves through 5 distinct stages of sleep, out of which the 5th stage- REM sleep is the part which provides you with the actual sleep. 

The trick is to skip all the other four stages and directly enter the REM stage. This is achieved by taking six (6) twenty (20) to thirty (30) minute naps in a day. A common approach to achieve to incorporate this schedule is to indulge in an intense long term project. Jump right in, play/work for five (5) hours, take a nap for thirty (30) minutes and so on for the next few days. It is easier said than done, but the benefits are countless.

The Uberman Sleep Schedule involves establishing a customized sleep pattern

2. Be sane with insanity!!!
Image Source: twistedsifter.com
Close your eyes, think of your favorite thing to do and do it with the person you want!!
YUP!! Being insane by hallucinating helps you block most of the signals that go to your brain. Be high with your own dose of delirium and enjoy the Ganzfeld effect.

The technique provides ‘unstructured’ sensations to a person. It is achieved by placing half cut Table Tennis balls over the eyes, the purpose of which is to diffuse the light (usually red) coming through and side by side exposing the participant to white noise through headphones.
Image Source: www.wikipedia.com
The Ganzfeld effect, which means “complete field” in German, otherwise known as Perceptual Deprivation, is an occurrence of sensitivity caused by exposure to a shapeless (diffused white light), unchanging stimulus (White Noise). The result of it is Hallucinations. The trick is to block out signals reaching your brain. After some time (30 minutes or so), the sensory signals of the light coming from ping pong balls and the white noise are ignored by the brain. To compensate for the lost signals, brain has to create its own; this is where the participant will experience hallucinations.

This phenomenon is known to be naturally experienced by miners stuck in pitch black mines; Arctic explorers who would only see bland expanse of white noise for a long time.

3. Go to your own fool’s paradise
Image Source: in5d.com
Wish peter pan actually existed?? Or you could see Santa and his reindeer's with your own eyes? Wish you could ask the tooth fairy to leave more than 1 dollar the next time your tooth breaks?

All this is possible when you add imagination with the supernatural powers of belief, with a tinge of sleep to mix it all property. In a dream state, your mind mostly loses the ability to criticize anything that's happening because dreaming just doesn't involve the critical part of your brain.

How to have a clear cut dreams of who, what, where, how and why?  Keep dream journals to write your own lucid dreams and go into your own movie of “INCEPTION”. The moment you wake up from a dream, jot down every detail that you can remember from your dream, however irrelevant it may sound, just note it down. The brain will recognize patterns embedded in your dreams. It is easier for your brain to recall something that is on paper. Tell your brain that you are serious about remembering your dreams.

4. Become smarter while sleeping [HAVE YOU LOST IT (OR FOUND IT?????)]
Image Source: ronedmondson.com
Ever heard the expression “SLEEP ON IT”? Well, scientists have found that you remember more when you learn 24 hours before and then sleep. (Seems like my mother was bang on about this) The ability of your brain to retain information and consolidate it occurs while you are asleep. The brain processes all the things that have happened to you since the morning and create permanent blocks that can be brought back whenever you need it.

Retention of any information by the human brain comprises of three (3) stages- attainment, consolidation and recollection. While rest of the body is asleep, the brain is constantly processing information gathered; this is when the consolidation of information occurs. Think of it in this way- A Software will take longer to install when there are many applications running in the background, while it would take a lot less time when all other applications are down. 

5. Bamboozle!!!
Image Source: brainethics.wordpress.com
Trick your brain into believing anything is possible. Use your memory to distinguish the real memories from the fake ones that have been told to you since you were young. Accentuate the memories that you actually need from the garbage fed to you by everyone around.

The Brain processes so much information that the memory becomes distorted. The brain tends to keep a blend of memories. The memories consists of general lessons learnt and the important facts and figures. All this information is a part of an assortment, the information can be gathered from an experience or from something you read, saw, heard etc. The trick lies in confusing your mind by constructing scenarios using your memories and believing in it.
[SOURCE: www.cracked.com]

Read more: http://www.unbelievable-facts.com/2013/05/5-ways-to-make-your-brain-unbelievably.html#ixzz2dVEED2rQ

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Segurança da Informação:

Estatísticas de vírus e outros:
http://www.symantec.com/security_response/

Ranking de Anti-vírus no mercado:
http://anti-virus-software-review.toptenreviews.com/

Histórias falsas e lendas na Internet:
http://www.museumofhoaxes.com/hoaxsites.html

Estatísticas sobre Spams
http://www.cert.br/stats/spam/

Keylogger é um software do tipo spyware que registra o que o usuário digita.

Peer to peer P2P: eMule é um aplicativo de compartilhamento de arquivos (ou ficheiros) através de cliente/servidor. Seu computador pode ser contaminado por esse tipo de compartilhamento de informações. O uso não é recomendado por alguns autores.

Microsoft Security Essentials é um aplicativo anti-vírus gratuito.

E-Compras: http://www.jacotei.com.br ou www.bondfaro.com.br ;
mercadolivre.com.br ou ebay.com (ver reputação do vendedor).

Reclamações em reclameaqui.com.br

CCleaner limpa o computador, obtido em www.piriform.com

Tenha cópias dos arquivos de celular, computadores...

IMEI do celular obtido com o código *#06#
Em caso de furto solicite bloqueio de SIM card e do aparelho.

Cert.br atua na coordenação das redes brasileiras;
www.truecrypt.org criptografia de mídias;

Comodo Internet Security em www.comodo.com/home/download/download.php?prod=cis

Vídeo aulas grátis ensinam a fazer TCC e teses


Olá estudantes!
Aprenda a  fazer TCC e teses como estes vídeos gratuitos.
Atentos a uma das principais dificuldades que alunos de graduação e pesquisadores de pós-graduação têm no decorrer dos cursos: a elaboração do trabalho de pesquisa de conclusão, professores de algumas instituições como a FGV (Fundação Getulio Vargas),  Unifesp (Universidade Federal de São Paulo ) e UniSantos (Universidade Federal de São Paulo) resolveram disponibilizar uma série de videoaulas abertas sobre o assunto na internet.
Ofertadas gratuitamente, as aulas ajudam os acadêmicos na elaboração de trabalhos de conclusão de curso (TCC), monografias, dissertações e até teses de doutorado.  Nos vídeos sobre a confecção demonografias, por exemplo, o professor Fábio Maiomone, da UniSantos, oferece todo o conteúdo quase em um formato de curso modular. Ele explica, passo a passo, cada uma das partes que compõem uma monografia (título, justificativa, objetivos, referências etc). Todas as videoaulas foram produzidas pelos próprios professores e foram disponibilizadas no YouTube.
Para facilitar a vida do formando e do pós-graduando, o Porvir resolveu mapear além das videoaulas, uma série de materiais adicionais gratuitos que podem ser consultados e até baixados. Confira a listagem completa a seguir:
TCC (Trabalho de conclusão de curso de graduação)Instrutor: professor José Carlos Abreu (Fundação Getúlio Vargas)
MONOGRAFIA (de Graduação ou de Especialização)Instrutor: professor Fábio Maiomone (Universidade Católica de Santos)
DISSERTAÇÃO DE MESTRADOInstrutor: professor Alexandre Barros (Cientista Político)
TESE DE DOUTORADOInstrutor: professor João Luiz Azevedo (Unifesp)
Não deixe de compartilhar este artigo com seus amigos!

Cursos Livres Brasil Mais TI: Redes Locais de Computadores


img01082013
Este curso mostra como surgiu e qual é a importância da tecnologia Ethernet. O aluno aprenderá como classificar os tipos de redes pela abrangência geográfica, descrever o modelo de computação cliente/servidor, distinguir os serviços orientados dos não orientados à conexão, identificar os dispositivos de uma rede de computadores e muito mais. O curso foi desenvolvido por Juliano Prim, Mestre em Ciência e Tecnologia, Bacharel em Informática e Técnico em Processamento de Dados.
Público Alvo:
Profissionais do ramo de informática, que já possuem noções de programação de computadores.
Conteúdo do Curso:
Aula 1 - Conceitos e aplicações de redes locais
Aula 2 - Termos e conceitos
Aula 3 - Arquiteturas e redes e modelos de referência
Aula 4 - Dispositivos de redes
Aula 5 - Protocolos de redes locais
Aula 6 - Redes sem fio

Duração total: 03:36:03
Para acessar os cursos livres, basta fazer o login em nosso site e clicar na aba Capacitação.
- See more at: http://www.brasilmaisti.com.br/blog/cursos-livres-brasil-mais-ti-redes-locais-de-computadores/#sthash.S2VuiMTp.dpuf
http://www.brasilmaisti.com.br/blog/cursos-livres-brasil-mais-ti-redes-locais-de-computadores/

10 maneiras de “quebrar o gelo” e iniciar uma conversa

Mesmo quem é extrovertido pode se sentir um tanto ansioso na hora de conversar com alguém pela primeira vez, seja em uma festa, um bar ou uma convenção. Afinal, nem sempre contamos com algum amigo em comum para nos apresentar, e muitas vezes é impossível saber de antemão como a outra pessoa é – rabugenta? Simpática? Falante? Estressada?
Para facilitar as coisas, o redator e consultor David K. William reuniu 10 maneiras de “quebrar o gelo” em eventos sociais – só não se esqueça de prestar bastante atenção tanto nas respostas como na postura do outro, para ver se é melhor mudar a abordagem ou (sutilmente, claro) pular fora da conversa.

1. “Como vai?”

Se você resolveu conversar com a pessoa, é muito provável que se importe com ela, mesmo sem ainda conhecê-la direito. Cumprimentá-la e perguntar como ela está, com sinceridade, pode ser uma boa maneira de começar uma interação.

2. “Gostei da sua roupa!”

Essa dica pode ser mais útil entre mulheres, por questões culturais – não que um homem não possa elogiar a roupa de alguém (mas, dependendo do caso, isso pode ser mal interpretado). Ainda assim, um elogio sincero a algo do qual a outra pessoa goste tende a criar um clima favorável.

3. “O atendimento sempre demora aqui?”

Embora o assunto propriamente dito não seja agradável, comentar um problema pelo qual você e a outra pessoa estão passando no momento (seja uma fila demorada ou um ônibus atrasado) ajuda a criar um vínculo – baseado em um “inimigo comum”.

4. “Chove muito em São Paulo, não?”

Nada de preconceito contra a ideia de “falar sobre o tempo”: se você fugir um pouco do padrão (“será que chove hoje?”), talvez consiga quebrar a barreira inicial, trazendo à tona um assunto sobre o qual todo mundo tem algo a dizer.

5. “Você ficou sabendo de…?”

Essa estratégia é parecida com a anterior: você menciona um assunto que julgue interessante/divertido e deixa a pessoa dizer o que acha a respeito – quem não gosta de ser ouvido?

6. “Que bebida é essa?”

Dependendo do ambiente em que você esteja, há chances de a outra pessoa ter em mãos uma bebida colorida, brilhante, até estranha. Ela gostou? Achou ruim? Seja qual for a resposta, as portas para uma conversa estarão abertas.

7. “Que nome bonito!”

Se a pessoa estiver usando um crachá e você achar o nome dela bonito, não tenha vergonha de comentar isso. Se ela não estiver usando uma identificação e você perguntar o nome dela, fique atento ao risco de ela ter um nome considerado incomum, e tome cuidado para não deixar essa impressão transparecer.

8. “Oi! Você trabalha aqui?”

Mesmo que a resposta seja óbvia, essa pergunta levanta um assunto fácil de comentar – dependendo do caso (e do humor da outra pessoa), pode até gerar um longo desabafo.

9. “Ventou tanto hoje que eu peguei um guarda-chuva e vim voando!”

Não é fácil contar piadas, especialmente se você for uma pessoa introvertida. Ainda assim, fazer o outro rir é uma das melhores maneiras de quebrar o gelo. Em tempo: se for tirar sarro, é mais seguro fazer uma piada consigo mesmo, para não correr o risco de ofender a outra pessoa (você terá muitas oportunidades de fazer piada com ela no futuro, caso se torne sua amiga).

10. “Com licença… você parece uma pessoa legal”

Bem dosada para não soar esquisita, a honestidade pode ajudar no contato inicial. Afinal, com tantas abordagens diferentes (como as mencionadas acima), simplesmente dizer que foi conversar com a pessoa porque quis pode surpreender.[Lifehack]

http://hypescience.com

Acesso livre: 35 filmes para questionar capitalismo

Fonte: http://outraspalavras.net/outrasmidias/uncategorized/acesso-livre-35-filmes-para-questionar-capitalismo/

130422-Novecento
Um crítico português resenha e classifica obras críticas ao sistema que podem ser assistidas grátis. Em sua opinião, destaca-se “1900″, de Bernardo Bertolucci 
Por António Santos, no Diário Liberdade
Esta lista, inevitavelmente incompleta e truncada de injustiças, resgata da História do Cinema as melhores e mais belas encarnações dos ideais da esquerda.
35º Capitalismo, uma História de Amor (Capitalism, a Love Story)
País: Estados Unidos da América
Ano: 2009
Realizador: Michael Moore
Esta história de amor é o retrato da crise do capitalismo a partir do seu próprio berço. De Michael Moore, também poderíamos incluir Sicko ou Bowling for Columbine, mas Capitalismo corresponde ao zénite da evolução ideológica do realizador norte-americano, não acabasse o filme ao som da Internacional. Mas sobretudo, o documentário perfaz a lista pelos relatos dramáticos dos trabalhadores que pagam na pele o preço do amor dos EUA pelo capitalismo.
34º As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath)
País: Estados Unidos da América
Ano: 1940
Realizador: John Ford
O clássico de Steinbeck encontra uma justa homenagem nesta adaptação de John Ford. As Vinhas da Ira conta a história de uma família de camponeses que, expulsa pelos latifundiários das terras onde viviam e trabalhavam, é forçada a uma longa viagem rumo à Califórnia em busca de trabalho. Pelo caminho, encontram a fome e a discriminação, mas também a solidariedade, a consciência de classe e a dignidade.
33º Sambizanga
País: Angola
Ano: 1973
Realizador: Sarah Maldoror
Sambizanga arruma com o mito do “brando colonialismo português” numa clara e inequívoca afirmação da estética e cultura africanas. Domingos, militante do MPLA, é sequestrado pela PIDE e torturado durante vários dias. Entretanto, a sua família procura-o desesperadamente entre o desespero do povo angolano. Filmado no Congo com guerrilheiros do MPLA e do PAIGC na maioria dos papéis e baseado na obra de José Luandino Vieira, Sambizanga é um dos mais poderosos filmes anti-coloniais de todo o continente africano.
32º Clube de Combate (Fight Club)
País: Estados Unidos da América
Ano: 1999
Realizador: David Fincher
Quando o capitalismo não nos mata de fome, mata-nos de aborrecimento. O Narrador, magnificamente interpretado por Edward Norton, consome-se entre catálogos IKEA e a voragem da rotina. Alienado do seu próprio trabalho, da sociedade e de si próprio, conhece Tyler Durden um perigoso maníaco que pretender explodir o mundo financeiro.
Muita tinta já correu sobre o Clube de Combate, que tal como o livro homónimo, já foi acusado de proto-fascista, sexista e niilista. Mas como dizia Saramago, todas as histórias se podem contar de outra maneira.
31º Doutor Estranhoamor (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb)
País: Estados Unidos da América
Ano: 1964
Realizador: Stanley Kubrick
Poucas etiquetas políticas cabem na lapela de Kubrick mas Doutor Estranhoamor é em si mesmo, um manifesto político. Rodada no auge da guerra fria, quando a sombra de um holocausto nuclear pairava sobre as cabeças de toda a humanidade, esta sátira expõe ao ridículo a lógica anti-comunista da América do senador McCarthy. Curiosamente, 50 anos mais tarde, os EUA estão de novo no centro de uma escalada de provocações nucleares. A única diferença, é que ainda não acusaram os coreanos de querer envenenar o abastecimento de água dos EUA.
30º Machuca
País: Chile
Ano: 2004
Realizador: Andrés Wood
Chile, 1973. Dois rapazes são unidos pela amizade e separados pelas classes sociais. Este é um filme sobre a adolescência, com toda a esperança e violência que ela comporta e, por isso mesmo, a melhor lente sobre a História recente do Chile. Mas Machuca é muito mais do que uma rara janela para a experiência socialista de Allende e uma crítica à podridão da burguesia que engendrou Pinochet. É por direito, um dos melhores filmes chilenos alguma vez produzidos.
29º Inside Job – A Verdade da Crise (Inside Job)
País: Estados Unidos da América
Ano: 2010
Realizador: Charles Ferguson
Inside Job – A Verdade da Crise, obra prima de Ferguson, é um documentário que todos deveríamos ver. Num momento em que os desejos e caprichos do Deus-Mercado são cada vez mais descritos como insondáveis e ininteligíveis pelos comuns mortais, este filme explica as origens da crise capitalista que hoje vivemos de uma forma brilhante. Ferguson entrevista os maiores responsáveis directos pela crise, encosta-os à parede e faz o nosso sangue ferver.
28º A Batalha do Chile (La Batalla de Chile)
País: Chile
Ano: 1978-1980
Realizador: Patricio Guzmán
A Batalha do Chile é justamente considerado o melhor documentário latino-americano de todos os tempos. Justamente. No total, são quatro horas e meia de História com H grande, centrada na luta dos trabalhadores, nas conquistas da sua revolução e na resistência ao fascismo. Mas nenhuma das três partes que compõem A Batalha do Chile são filmes de arquivo: tudo foi filmado no momento e no local. O operador de câmara Jorge Müller Silva foi sequestrado pela polícia de Pinochet durante as filmagens e é um dos 3000 chilenos que continuam desaparecidos.
27º Norma Rae
País: Estados Unidos da América
Ano: 1979
Realizador: Martin Ritt
Tal como todos na sua família e nesta pequena cidade da Carolina do Norte, Norma Rae (uma impecável Sally Field) trabalha na fábrica de algodão. Recebe o salário mínimo e parece condenada a aceitar todas as condições que o patrão lhe impõe. Até que um dia, chega Reuben Warshowsky (Ron Leibman), um sindicalista decidido a organizar os trabalhadores da fábrica. Baseado em factos reais, Norma Rae é uma homenagem despretensiosa à operária americana como ela é e à luta que tem em comum com os trabalhadores do mundo.
26º Cinco Dias, Cinco Noites
País: Portugal
Ano: 1996
Realizador: José Fonseca e Costa
José Fonseca e Costa consagrou-se neste filme como um dos mais competentes realizadores portugueses. Cinco Dias, Cinco Noites é uma espantosa e fidedigna viagem ao Portugal dos anos 40. Conta a viagem de um preso político evadido que procura cruzar a fronteira com a ajuda de um intratável “passador”. A antipatia entre os dois homens dá lugar a uma bela amizade nesta excelente adaptação ao cinema do romance homónimo de Manuel Tiago, pseudónimo de Álvaro Cunhal.
25º O Fim de São Petersburgo (Конец Санкт-Петербурга)
País: União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
Ano: 1927
Realizador: Vsevolod Pudovkin
Um camponês desempregado chega a São Petersburgo à procura de trabalho. Sem querer, acaba por denunciar um velho amigo à polícia, que o envia para a frente de batalha da I Guerra Mundial. O Fim de São Petersburgo é poesia celuloide em estado puro, 80 minutos de beleza intensa e golpes poderosos. É o irmão gémeo do famoso Outubro de Eisenstein mas ao contrário deste, que se centra nas massas, Pudovkin dedica-se ao indivíduo e à sua importância na revolução, sem nunca no entanto o demitir da sociedade, da sua classe e do seu partido.
24º Os Edukadores (Die Fetten Jahre sind Vorbe)
País: Alemanha e Áustria
Ano: 2004
Realizador: Hans Weingartner
Uma estudante universitária tem um pequeno acidente de carro. Até aqui tudo bem. Acontece que não tinha seguro. Menos bem. E a isto acresce que o tipo do carro da frente, não é nem mais nem menos que um dos maiores bilionários do país e que os danos provocados valem dezenas de milhares de euros. Condenada em tribunal a pagá-los por inteiro, a jovem é forçada a deixar os estudos e a aceitar empregos precários por salários de miséria. Mas quando não se tem nada, também não se tem nada a perder. Os Edukadores correspondem o terror dos capitalistas na mesma medida. Como? A) Entrar furtivamente nas mansões dos ricos B) Criar pirâmides com toda a mobília e alterar toda a configuração da casa. C) Deixar uma nota: “Os vossos dias de abastança acabaram”.
23º Os Santos Inocentes (Los Santos Inocentes)
País: Espanha
Ano: 1984
Realizador: Mario Camus
Ver Os Santos Inocentes é como entrar num museu cheio de Goyas. As cenas lúgubres, cinzentas e magistralmente bem compostas podem-nos fazer duvidar do século em que o filme tem lugar, mas esta família espanhola sobrevive sem água nem electricidade nos vizinhos anos 60. O arcaísmo do latifúndio como ele é: um sistema medieval onde os caprichos dos senhores valem mais que a vida dos camponese.; Mas até nesta enorme prisão a céu aberto que reduz mulheres e homens a cães de caça (literalmente), todas as criaturas têm um limite.
22º Queimada
País: Itália
Ano: 1969
Realizador: Gillo Pontecorvo
Um provocador inglês enviado à ilha fictícia de Queimada para incitar uma revolta de escravos contra o colonialismo português. Os ingleses servem-se dos sentimentos independentistas dos escravos para se apropriarem eles próprios do comércio do açúcar, mas a revolta dos escravos ganha pernas próprias e prova-se difícil de controlar. Marlon Brando é irrepreensível no papel de William Walker, um cínico mercenário inglês que compreende demasiado bem a lógica do lucro e a desumanidade do colonialismo para lhes ser indiferente.
21º Matewan
País: Estados Unidos da América
Ano: 1987
Realizador: John Sayles
Este filme é uma refrescante surpresa de Hollywood, que com um elenco salpicado de estrelas (Chris Cooper, James Earl Jones, Mary McDonnell, etc.) e numa linguagem típica dos blockbusters, narra a Batalha de Matewan, na Virgína Ocidental, com acuidade histórica e destemido comprometimento político. O argumento centra-se na chegada de Joe Kenehan, sindicalista e comunista à pequena comunidade mineira de Matewan, onde se dará uma batalha de classes pela dignidade contra o racismo, o capitalismo e a exploração do homem pelo homem.
20º Também a Chuva (También la Lluvia)
País: Espanha, México, Bolívia e França
Ano: 2010
Realizador: Icíar Bollaín
Um dos filmes mais inteligentes dos últimos anos, cheio de subtilezas e resultado da colaboração de pesos pesados da sétima arte como o guionista Paul Laverty e os actores Gael García Bernal e Luis Tosar. Com apurada sensibilidade, Icíar Bollaín apresenta-nos uma equipa de rodagem espanhola que ruma à Bolívia para, ao mais baixo preço, filmar um documentário sobre a chegada de Cristóvão Colombo à América. Paulatinamente, o guião do documentário, que narra a história do genocídio e resistência dos indígenas, inspira e reflecte uma luta de vida ou morte contra a privatização da água, em que os índigenas contratados como extras se decidem a ser, de uma vez por todas, protagonistas da sua própria História. Uma bela história, sobre um povo ajoelhado que aprende a caminhar.
19º Os Diários de Motocicleta (Diarios de motocicleta)
País: Argentina, Chile, EUA, Peru, França. Alemanha e Reino Unido
Ano: 1969
Realizador: Walter Salles
Baseado nos diários do Guerilheiro Heroico, este filme biográfico consegue a proeza rara de contar a travessia trans-americana do jovem Ernesto de acordo com a máxima do mesmo: duramente, mas sem perder a ternura. Produção internacional de uma rara beleza, Os Diários de Motocicleta mostram uma América explorada e ajoelhada, mas igualmente o profundo amor dos comunistas à humanidade, ao ponto de morrer por ela e também de nos fazer chorar.
18º A Greve (Стачка)
País: União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
Ano: 1925
Realizador: Sergei M. Eisenstein
A primeira longa-metragem de Eisenstein faz os filmes mudos coevos parecerem anémicos. A Greve é uma obra de arte tão original como arriscada, que define já a finura de Eisenstein e, por corolário lógico, a genética do cinema moderno. Ao contrário de muitos outros filmes mudos da época, os actores não precisam de exagerar as expressões faciais para compensar com histrionismo a incapacidade de falar. Eisentein consegue tudo por todos os meios. Através de colagens, ângulos de câmara loucos, rápidas sequências entrecortadas e efeitos especiais, ficamos a conhecer a miséria dos operários russos, as suas reivindicações, a sua corajosa luta e, por fim, a sua brutal supressão.
17º A Melhor Juventude (La meglio gioventù)
País: Itália
Ano: 2003
Realizador: Marco Tullio Giordana
Seis horas de filme não é brincadeira. Mas em A Melhor Juventude não há nem um minuto em excesso e o resultado final prima pelo brilhante exercício de economia. É que Giordanna está a contar-nos a história de um grupo de amigos ao longo de 50 anos e qualquer grupo de amigos a sério tem muito que contar. As actuações são brilhantes e o argumento é tocante. Mas o que mais sobressai, é a honestidade com que se aborda a história recente de Itália, das lutas dos estudantes universitários às Brigadas Vermelhas até à diluição dos ideais socialistas. Um filme que todos deveriam conhecer.
16º Che
País: Espanha, França, EUA
Ano: 2008
Realizador: Steven Soderbergh
O Che dizia que numa revolução, se for verdadeira, ou se triunfa ou se morre. As duas partes deste filme revelam a crueza da guerra revolucionária, para lá de quaisquer fantasias esquerdistas. Benicio del Toro converte-se em Guevara com tanta arte que nada nas suas palavras, nos seus trejeitos ou mesmo na sua aparência física o denuncia. Che é uma sublime e original lição de humanidade, que salpica com generosidade e comunismo os mais ínfimos detalhes de uma guerra tão sangrenta e brutal como cada vez mais necessária.
15º Estado de Sítio (État de Siège)
País: França e Itália
Ano: 1972
Realizador: Costa-Gavras
Costa-Gavras foi um dos realizadores mais politicamente comprometidos do século passado. E também um dos melhores. Em Estado de Sítio, o génio grego explora as brutais consequências do imperialismo norte-americano nos regimes sul-americanos. Com Yves Montand e Renato Salvatori nos papéis principais, o filme segue o grupo de guerrilha urbana durante o sequestro e interrogatório de um dirigente da CIA. Baseado no sequestro de Dan Mitrioni pelos Tupamaros uruguaios, Estado de Sítio foi apedrejado pelos críticos de cinema dos EUA que o acusaram de propagandear mentiras sobre o envolvimento dos EUA na promoção de ditaduras na América do Sul. Um ano mais tarde, a CIA oferecia o Chile para abate a Pinochet.
14º Brisa de Mudança (The Wind that Shakes the Barley)
País: Irlanda, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha, França, Bélgica e Suíça
Ano: 2006
Realizador: Ken Loach
Da Irlanda à Colômbia, passando pelo País Basco ou pelo Vietname, há um sentimento que predispõe povos pacíficos a se levantarem em armas para matarem os seus irmãos. É do antiquíssimo sentimento de humilhação que trata este filme. É pesado, triste e duro de se ver, mas indispensável para quem pretender compreender a luta dos irlandeses pela liberdade. Com trabalhos de fotografia e direcção de primeira classe, Ken Loach traz-nos aos anos vinte do século XX irlandês, para conhecer o trágico percurso de dois irmãos no IRA.

13º Apocalyspe Now
País: Estados Unidos da América
Ano: 1979
Realizador: Francis Ford Coppola
Um dos clássicos do cinema americano e provavelmente a melhor adaptação ao cinema de qualquer livro. Baseado no Coração das Trevas de Joseph Conrad, Apocalypse Now substitui o colonialismo belga no Congo pelo imperialismo norte-americano no Vietname, denunciando a monstruosidade da guerra e a desumanização dos soldados. Fotografado com a mestria de Coppola, Apocalypse Now é uma poderosa metáfora sobre a natureza humana e o mais competente dos ensaios cinematográficos sobre a guerra.
12º Outubro (Октябрь (Десять дней, которые потрясли мир))
País: União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
Ano: 1927
Realizador: Sergei M. Eisenstein
Estreado no quadro das comemorações do 10º aniversário da Revolução de Outubro, o filme Outubro é uma revolução em si próprio: a abordagem à teoria da montagem de Eisenstein desconstrói a formalidade narrativa do cinema convencional e introduz a edição e a pós-produção como meios de alcançar a dialética. Esteticamente tão arrojador como o período histórico que retrata, Outubro definiu para sempre o imaginário mundial da revolução socialista russa.

11º Eu Sou Cuba (Soy Cuba)
País: Cuba e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
Ano: 1964
Realizador: Mikhail Kalatozov
Eu sou Cuba é o impensável resultado da colaboração entre um poeta e um realizador soviéticos, e um escritor cubano, que contam a História de Cuba na primeira pessoa. Uma nação arrastada pelos rodapés de historiografias estrangeiras levanta-se do chão e consegue a verdadeira independência. Eu Sou Cuba é inacreditável, uma viagem sideral filmada num preto e branco belissimamente fotografado. Os ângulos de câmara são acrobáticos, os cortes são psicadélicos e a música é autenticamente cubana.

10º Reds
País: Estados Unidos da América
Ano: 1981
Realizador: Warren Beatty
Esta mega-produção de Hollywood entra no décimo lugar da lista pela porta grande da sétima arte. Não sei o que neste filme é mais apaixonante: as inspiradoras actuações de Jack Nicholson, Diane Keaton, Maureen Stapleton e, sobretudo Warren Beatty no papel de John Reed (o jornalista americano que no calor da Revolução de Outubro escreveu “Os Dez Dias que Abalaram o Mundo”)? Ou o brilhante guião que nos transporta aos loucos anos 20, às eternas discussões e contradições da esquerda e ao mais relevante acontecimento histórico do século XX? Ou as adoráveis entrevistas a uns improváveis e brilhantes velhinhos americanos?
9º Às Segundas ao Sol (Los Lunes al Sol)
País: Espanha
Ano: 2002
Realizador: Fernando León de Aranoa
Um monumento à classe operária como ela é e não como nós gostaríamos que ela fosse. A história dos operários navais de Vigo, na Galiza, a quem o capitalismo roubou o trabalho, a vida e a esperança mas nunca a dignidade. Um filme que só não fará chorar os ricos e os corações empedernidos que nos fala das pequenas misérias e prazeres do povo trabalhador: a operária de peixaria que não se consegue libertar do fedor; o imigrante de leste que conta aos amigos que na URSS era cosmonauta; o desempregado de meia-idade que se recusa a aceitar que ninguém lhe dá trabalho por ser velho demais; o antigo operário que lutou, fez greves e manifestações que perdeu e voltaria a fazer tudo outra vez; o cínico que traiu a sua classe por uns trocos. O retrato perfeito de quem sobrevive num eterno domingo.
8º Tempos Modernos (Modern Times)
País: Estados Unidos da América
Ano: 1936
Realizador: Charlie Chaplin
A arte de Charlie Chaplin é agarrar um argumento sem nada de especial e num conjunto de cenas cómicas do mais simples que há e criar uma das obras primas do cinema: uma peça de arte de valor cinematográfico, artístico e histórico transcendente, que ressoa através do tempo e chega aos nossos com a mesma autoridade. O protagonista é um trabalhador que apenas quer levar uma vida honesta e ganhar para o pão, mas por alguma razão, tudo lhe corre mal e essa razão chama-se capitalismo.
7º Horizontes de Glória (Paths of Glory)
País: Estados Unidos da América
Ano: 1957
Realizador: Stanley Kubrick
Horizontes de Glória é talvez a obra cinematográfica que melhor personifica os ideias anti-belicistas da esquerda. A película leva-nos às trincheiras fratricidas da I Guerra Mundial, onde seres humanos são jogados contra a lógica no campo de batalha pelos burocratas da morte. Quando um batalhão se recusa a avançar para uma morte certa, quatro soldados são escolhidos para ser fuzilados como bodes-expiatórios, pondo em marcha um debate marcante sobre o nacionalismo burguês, a autoridade e o valor da vida.

6º O Ódio (La Haine)
País: França
Ano: 1995
Realizador: Mathieu Kassovitz
O Ódio é um murro no estômago. Nesta Paris já não mora Amélie Poulain. Nesta França não há gente bonita a sonhar acordada entre os cafés dos anos sessenta, os jardins renascentistas e os apartamentos Haussmann. O Ódio é uma viagem com os excluídos da sociedade francesa, os que cheiram mal e não gostavam da escola. Não paternaliza nem idealiza, limita-se a seguir e a escutar os embaixadores da racaille, que cometem pequenos crimes, enfrentam os neonazis e o desprezo da sociedade, mantêm alguns dos diálogos mais autênticos do cinema francês e, contra todas as expectativas, sonham.

5º Harlan County, USA
País: Estados Unidos da América
Ano: 1976
Realizador: Barbara Kopple
Como cantam os mineiros no filme, “Dizem que em Harlan County / por lá não há neutrais. / Ou és um sindicalista / ou um arruaceiro para o J. H. Blair. / De que lado estás, rapaz? / De que lado estás?” Este documentário está para os anos setenta como Outubro de Eisenstein está para os anos 20: é um autentico manual de organização de greves e um indescritível testemunho da coragem dos mineiros americanos. Os protagonistas desta luta, especialmente as mulheres, são tão genuínos que reduzem as personagens de qualquer obra de ficção a meras caricaturas. Nunca ouvi falar de quem terminasse o filme com os olhos secos.
4º O Sal da Terra (The Salt of the Earth)
País: Estados Unidos da América
Ano: 1954
Realizador: Herbert J. Biberman
“Como posso começar a minha história que não tem começo? O meu nome é Esperanza, Esperanza Quintero. Sou a mulher de um mineiro. Esta é a nossa casa. A casa não é nossa. Mas as flores… as flores são nossas. Esta é a minha aldeia. Quando eu era uma criança, chamava-se São Marcos. Os “anglos” mudaram o nome para Zinc Town. Zinc Town, Novo México. As nossas raízes neste lugar são profundas. Mais profundas que os pinheiros, mais profundas que a mina”. Assim começa O Sal da Terra, que esteve banido nos Estados Unidos até aos anos 60. Todos os envolvidos na sua produção foram adicionados à infame lista negra do cinema norte-americano; a protagonista foi deportada para o México e o argumentista passou mais de um ano na prisão. Porquê? Porque este filme é perigoso por ser simultaneamente tão belo e tão corajoso. A luta dos mineiros norte-americanos vista de uma perspectiva de classe em que as mulheres e os imigrantes são líderes e iguais.
3º A Batalha de Argel (La battaglia di Algeri)
País: Argélia e Itália
Ano: 1966
Realizador: Gillo Pontecorvo
A Batalha de Argel, banido em dezenas de países e censurado em quase todos. A magnum opus de Pontecorvo não se comociona com o falso humanismo burguês nem cede à vertigem infanto-militarista do esquerdismo. Num corte de direcção geniais e com actores tão hábeis que muitos espectadores acreditaram tratar-se de um documentário, mergulhamos numa das mais sangrentas revoluções da História e somos forçados a colocarmo-nos de um dos lados desta brutal barricada, opção que os oprimidos nunca tiveram. Nenhuma outra narrativa cinematográfica descreve de forma tão vívida e detalhada a revolta dos povos colonizados e as questões que A Batalha de Argel coloca são tão válidas para a Argélia dos anos 50 como para o Afeganistão dos nossos dias.
2º O Couraçado de Potemkin (Броненосец «Потёмкин»)
País: União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
Ano: 1925
Realizador: Sergei M. Eisenstein
Aos 88 anos, este filme mudo ainda não perdeu o pio. Pelo contrário, O Couraçado de Potemkin é uma lufada de frescura e ousadia no sapal por onde hoje paira o cinema comercial. A obra-prima de Eisenstein, não é nem mais nem menos que a obra fundadora do cinema moderno, tão bela como inspiradora, tão transgressora formal e esteticamente como revolucionária politicamente. Eisenstein domina a celuloide como Miguel Ângelo domina a pedra ou Matisse domina a cor e consegue levar-nos a cada emoção, a cada surpresa, a cada momento de indignação e solidariedade com tanta subtileza que só nos apercebemos do caminho percorrido chegados ao fim da jornada. Esta é a história verídica dos marinheiros que se recusaram a comer carne podre, porque eram gente. Esta é a história da luta de vida ou morte que se seguiu pela dignidade dos trabalhadores de Odessa, porque também eram gente. Esta é a história do massacre policial que se seguiu e das vozes que não puderam estrangular, porque, como dizia Adriano Correia de Oliveira, ninguém pode vencer um povo que resiste.
1º 1900 (Novecento)
País: Itália, França e Alemanha Ocidental
Ano: 1976
Realizador: Bernardo Bertolucci
1900 é inigualável. Os campos da Emília-Romanha são a tela para a metáfora acabada do que foi o século XX, onde dois rapazes e duas classes sociais crescem e aprendem, separados por interesses inconciliáveis. Cada fotografia deste filme é um quadro repleto de beleza; todas as actuações, de Gérard Depardieu a Robert de Niro, são brilhantes; a música, de Ennio Morricone, é sublime. 1900 fala sobre a génese do fascismo, a vida dos que trabalham e a luta pelo socialismo na linguagem comum de toda a humanidade: o amor, o ódio, a compaixão e a solidariedade.