quinta-feira, 5 de setembro de 2013

6 razões para se ler ficção - http://estrategistas.com/6-razoes-para-se-ler-ficcao/

Dos ultimos 20 livros que eu li, 20 foram de não-ficção. Ano passado, devo ter lido apenas 3 ou 4 livros de ficção. Por bastante tempo eu acreditava que não existia razão verdadeira para se ler um livro de ficção. Até porque o papel dos livros, na minha cabeça, era apenas para ensinar alguma coisa. E quem faz isso diretamente são os livros de não-ficção.
 Ai é que está o engano. Livros de ficção ou romances ( como iremos tratar daqui pra frente), são livros que podem agregar extremo valor a um alguém. Na verdade, seguem  7 razões que compilei para te convencer a ler mais ficção.
1. Romances aumentam seu vocabulário
Livros de não ficção, tendem a ter um vocabulário muito parecido. Se voce ler dois livros do mesmo assunto, voce praticamente ja dominou 96 % do vocabulario necessario para lê-los. Já romances possuem infinitos adjetivos, adverbios, substantivos e até novas palavras.
 A liberdade artistica que tem um autor ao escrever um livro de nao ficcao permite a ele desanuviar em escrever palavras diferentes, criar e mudar palavras. Dessa forma, depois de ler um romance, seu vocabulario tende a crescer.
 2. Inspiração
Claro que se a historia for baseada em fatos reais ela tem um gostinho a mais, porém nem sempre elas são. E as melhores historias são aquelas inventadas. Imaginem a quantidade de herois que foram criados nos romances. Na verdade, os grande arquétipos heroicos foram inventados no inicio da literatura humana. A nossa ideia de heroi foi construida pelos gregos e foi evoluindo ao longo da historia da civilização moderna, mas essa historia não mudou bastante, e você pode ver traços de Odisseu em Harry Potter, por exemplo.
 3. Diversão
Esse aqui é o mais fraco dos argumentos. Diversão? Por que diversão, quando você pode ler um livro técnico e aprender como ganhar mais dinheiro online. Porque sim, diversão! Uma vida sem um escape não é sustentavel e tende a entrar em um péssimo caminho ao longo do tempo. A Diversão que a imersão em um livro traz não se compara a de nenhuma mídia que exista, nem de filmes, quadrinhos ou teatro.
Se você não acha livros divertidos, provavelmente você ainda não encontrou o livro certo. É tudo questão de ajustar o livro ao leitor. Você não pode dar um caviar a um macaco; macaco come banana. Se quando eu tivesse 11 anos, meus pais não tivessem me dado harry potter pra ler, e sim tristão e isolda, [que porra é isso? :D] eu não teria virado um leitor assíduo.
 4. Experiência humana simulada
É, aquele velho clichê de que você pode ser quem quiser em um livro. Se você está afim de viver em uma socidade totalitária, você lê Orwell. Se quer viver com robôs, lê Asimov e se quiser viver na idade média, pode ler Ken Follett. A questão é: os livros lhe permitem entender e estar dentro da cabeça de qualquer personagem. Quando sua imersão é feita de forma verdadeira, você acaba realmente se colocando no lugar deles.
 5. Ficções aumentam sua empatia
Você aprender a tratar e entender melhor as pessoas. Quando você lê um personagem, você pode começar a associar as características desse personagem a alguém com quem você convive. E, na forma que a personagem começa a se desenvolver no livro, você pode passar a entender melhor as pessoas.
Vamos dizer que seu amigo João é um cara mimado: você lê um livro em que uma das personagens é egoista, mimada e meio má. Mas lendo o livro, você percebe que essa personagem não teve o carinho que devia dos pais e sempre foi escanteado por todos em sua casa. Automaticamente, meio que insconscientemente, você associa João a essa personagem, e começa a entender melhor as motivações e reações dele.
 6. Aprendizado!
É impressionante a quantidade de informação (técnica!) que você pode reter em um livro de ficção. Claro que não é de forma direta e rápida quanto num livro de não-ficção, porém é de forma mais lúdica e aproveitada. Se você quiser ter uma introdução a filosofia, o que é mais interessante: um livro acadêmico de introdução ao tema, ou “O Mundo de Sofia“, por exemplo? Se você não sabe a resposta, eu digo com firmeza: vá para “O Mundo de Sofia”, do Jostein Gaarde.
A criação de histórias para se passar uma ideia ou ensinamento existe desde sempre. Quando somos crianças nos contam contos e no final nos dizem “a moral da história”. Enquanto você cresce,  os novos enredos trazem lições cada vez menos óbvias e mais complexas.
 Se você me perguntar como eu aprendi o que sei sobre a baixa idade média, respondo que foi lendoO Mundo Sem Fim, de Ken Follett. Paulo mesmo é um grande apreciador da não-ficção, mas nesse momento está imerso em um fan-fic(!) de Harry Potter, que está ensinando a ele muito mais do que qualquer texto que ele já leu sobre racionalidade.

 Moral da história? Ficções são grandes fontes de entretenimento e crescimento pessoal. Se você é como já fui, preconceituoso ou simplesmente preguiçoso com gênero, pense de novo.

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